"romântico é sonhar
e eu sonho assim..."
(sentimental demais, por altemar dutra, de evaldo goveia e jair amorin)
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e eu sonho, ah.sim...
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
sentimental eu sou...
terça-feira, 21 de setembro de 2010
fora da música...
domingo, 19 de setembro de 2010
baarìa - a porta do vento
filme belo, delicado... nos coloca diante de nossa condição humana, de nossos desejos, almejos, intenções, temores... nos convida a nos posicionar perante nossos sonhos, sobretudo sobre nossa possibilidade de sonhar e atuar sobre eles... da força humana de insistir e de crer na possibilidade das coisas... de ver a beleza, de saber-se relacional... faz pensar além de nosso narcisismo de supor que somos os únicos ou poucos sujeitos amantes no mundo, amantes do mundo... de fazer perceber como os pensamentos e os afetos humanos são compartilhados e de como cada qual se faz em seus desejos... nos permite saber-se frágeis e crédulos da força da vontade de viver e de per.correr os caminhos seguintes. é um filme de amor, aos que se permitirem colocar-se diante do amor...(baarìa, a porta do vento, filme de giuseppe tornatore)
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
a cada mil lágrimas sai um milagre
"em caso de dor ponha gelo
mude o corte de cabelo
mude como modelo
vá ao cinema dê um sorriso
ainda que amarelo, esqueça seu cotovelo
se amargo foi já ter sido
troque já esse vestido
troque o padrão do tecido
saia do sério deixe os critérios
siga todos os sentidos
faça fazer sentido
a cada mil lágrimas sai um milagre
caso de tristeza vire a mesa
coma só a sobremesa coma somente a cereja
jogue para cima faça cena
cante as rimas de um poema
sofra penas viva apenas
sendo só fissura ou loucura
quem sabe casando cura ninguém sabe o que procura
faça uma novena reze um terço
caia fora do contexto invente seu endereço
a cada mil lágrimas sai um milagre
mas se apesar de banal
chorar for inevitável sinta o gosto do sal do sal do sal
sinta o gosto do sal
gota a gota, uma a uma
duas três dez cem mil lágrimas
sinta o milagre
a cada mil lágrimas sai um milagre
cante as rimas de um poema
sofra penas viva apenas
sendo só fissura ou loucura
quem sabe casando cura ninguém sabe o que procura
faça uma novena reze um terço
caia fora do contexto invente seu endereço
a cada mil lágrimas sai um milagre"
(milágrimas, itamar assumpção e alice ruiz)
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música desse sujeito que foi um dos grandes nomes da chamada vanguarda paulista, nascido em 13 de setembro de 1949, faria seu aniversário agorinha, dias atrás.... sujeito que foi cedo, aos 53 anos, mas ficou nas boas lembranças e vale os méritos, cantorias e homenagens, inclusive porque poucas foram feitas em vida; uma costumeira judiação, diga-se.
aos bons e apetecidos, de 15 a 30 de outubro shows lindos e com nomes como jards macalé, kiko dinucci, lenine, elza soares, isca de polícia e um tanto mais, acontecerão no sesc pompéia no lançamento da caixa preta de itamar assumpção: felicidade garantida!
sábado, 4 de setembro de 2010
com a falta...
terça-feira, 24 de agosto de 2010
tempo para amar...
não tenho a intenção de indicar a leitura do livro, fazer alguma crítica, ou mesmo um grande elogio. esse escrito é uma tentativa de por em palavras a sempre forte sensação que os lidos deram-me, a de que o que há de mais importante é de fato o amor.
os momentos mais delicados da doença e mesmo o fim da vida eram sempre acompanhados do desejo do amor, de ter ao lado os bons afetos. os que viveram uma vida de amargura e desprezo, e que nesse momento encontravam-se sozinhos, grande era o lamento e as queixas... a sensação era de injustiça, desamparo e negação dos caminhos traçados por cada qual para deparar-se com esse fim, e sim, a busca - com o pouco de força de vida que restava - por cuidados, por companhia, por afetos.
por outro lado, lindas eram as descobertas e os encontros com o tão quisto amor e o não morrer sozinho.
"... foi a vez de ele vir sozinho à consulta. não usava o terno cinza nem gravata; vestia camisa azul-clara e malha amarela, sua expressão estava descontraída, e os olhos tinham um frescor juvenil. não parecia a mesma pessoa.
no final do exame, disse-lhe que nunca o vira tão bem e perguntei a que se devia aquela mudança. sorriu, envergonhado como um adolescente:
- ao amor!
estava vivendo com uma outra pessoa... disse que foi o sorriso feminino mais encantador já dirigido a ele. uma alegria instantânea ressuscitou em seu espírito."
também...
"enquanto a saúde de seu israel permitiu, o casal visitou cidades européias, praias, lugares exóticos, e alugou um barco para passeio nos fins de semana. ele vinha para as consultas queimado de sol, otimista com a evolução da enfermidade, evidentemente feliz, como reconheceu uma vez em que elogiei a elegância das roupas novas:
- passei da idade das ilusões, mas foi a coisa mais maravilhosa que poderia me acontecer... precisei ficar velho e com uma doença que não perdoa para descobrir o prazer de viajar ao lado de uma mulher bonita, sincera e bem-humorada."
ou mesmo...
"aliás, nenhum lugar ou bem material tem significado algum. quando o tempo é curto o que interessa é estar atento aos pequenos prazeres, como ouvir o sabiá que me acordou esta manhã, e aproveitar em toda a intensidade a companhia das pessoas queridas."
é delicado pensar em como passamos nossas vidas ocupadas com os afazeres, com os compromissos sociais, com as responsabilidades do trabalho, com a preocupação em atender as demandas que tão pouco sentido fazem e que por vezes nem se sabe de onde vem... e deixar de lado justamente o que é a grande demanda, a demanda de amor... sobretudo supor que os afetos são de menos importância, ou mesmo que sempre estará lá em algum lugar reservado para atender o narcisismo de cada qual quando desejarem. há também os que são descrédulos do amor, das relações, das trocas, e não param para fazer “questão” da descrença que só fomenta a distância que o tão quisto amor toma em situações como esta.
é delicado pensar que para muitos é preciso uma vida inteira, e quiçá a morte, para dar-se conta do quão sublimes são os bons afetos, do quão apaziguador é o bom amor.
terça-feira, 17 de agosto de 2010
objeto perdido
