sábado, 20 de março de 2010
hiperidentificação
vídeo: o dia em que o brasil foi invadido (sugestão do prof. clóvis pereira)
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para pensar sobre a hiperidentificação e a semelhança dos opostos...
quarta-feira, 10 de março de 2010
apelo pela fantasia
o sujeito contemporâneo tem sua consciência desprovida de delírios, de devaneios; não se permite à fantasias, de modo que se obriga a adaptar-se à realidade imediata, como se essa fosse de fato a única opção que lhe restasse. ignora que essa tal opção pode ser apenas uma condição, dentre tantas outras que também podem existir; pode até mesmo ser uma manipulação da realidade, um engano ao qual se apega para não olhar ao redor.
eis aqui um apelo à fantasia. ela nos aproxima das possibilidades, e da possibilidade do desejo.
possivelmente, abrindo-se mão da impossibilidade das coisas, algo possa ser inventado; algo mais próximo dos desejos, diga-se... algo que está entre a carência e o excesso: o prazer.
(texto: fernanda pereira)
(foto: rics lombardi, devane.ando)
sábado, 6 de março de 2010
"qualquer desatenção, faça não..."
"já lhe dei meu corpo, minha alegria
já estanquei meu sangue quando fervia
olha a voz que me resta
olha a veia que salta
olha a gota que falta pro desfecho da festa
por favor
deixe em paz meu coração
que ele é um pote até aqui de mágoa
e qualquer desatenção, faça não
pode ser a gota d'água..."
(gota d'água, de chico, inspirado em medéia)
sexta-feira, 5 de março de 2010
adoniran e elis
(adoniran e elis, no bexiga, 1979)
"carma pessoal,
a situação aqui está muito cínica
os mais pior vai pras crínica"
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riqueza, riqueza!
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
todo caminho deu no mar...
domingo, 21 de fevereiro de 2010
a vida só se dá pra quem se deu...
"penso, na maior parte das vezes, que a experiência é a única forma saudável ou o melhor meio que temos para vivenciar os conteúdos projetados e 'pagar para ver': o que é real e o que é idealizado. a passagem ao ato concretiza-se mediante o contato com o outro. descarregar as pulsões amorosas é dar conta da frequência de libido que nos invade; vivê-las é a possibilidade de aprender sobre o outro, de aprender com o outro. o êxtase é a vivência plena desse estado: por para fora, exteriorizar a dimensão do daemon (do latim, espírito mau ou bom) da força, da pulsão que nos habita...
rejeitar a dimensão amorosa é rejeitar a experiência do ilimitado, do divino em nós. rigidez da presunção de escapar da captura do deus leva-nos à desmedida, à hibris, à pretensão de não perder o controle, de não ser possuído, de não se perder no outro, de não se entregar, de não amar... nesse sentido, o ego rígido pode constelar o aspecto polar do deus dionísio, ou seja, a loucura. temos pouca ou nenhuma saída: ou nos entregamos ao estado de posse amorosa, de união e êxtase (caracterizado na psicanálise como um episódio psicótico) ou enlouquecemos na resistência insana de rejeição da experiência do divino em nós. a pulsão é sempre maior que as possibilidade egóicas...
tentar escapar pela tangente é outra forma: pelo menos, é uma tentativa de responder à questão, não respondendo nada, ou seja: viver não vivendo plenamente. essa resposta nos leva a outro tipo de sofrimento psíquico, ligado à temática amorosa, que é a ausência de experiências amorosas, tanto das prazerosas quanto das desalentadoras; simplesmente a falta de experiências. o sofrimento que o amor 'não vivido' pode causar, deixa marcas indeléveis, por falta de marcas concretas. o poeta vinicius de moraes, fala, ou melhor, canta, com maestria e reprovação aos que fogem da experiência do amor"
(valéria sanchez silva, 2006)
"quem já passou por essa vida e não viveu
pode ser mais, mas sabe menos do que eu
porque a vida só se dá pra quem se deu
pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu
ah, quem nunca curtiu uma paixão nunca vai ter nada, não
não há mal pior do que a descrença
mesmo o amor que não compensa é melhor que a solidão
abre os teus braços, meu irmão, deixa cair
pra que somar se a gente pode dividir
eu francamente já não quero nem saber
de quem não vai porque tem medo de sofrer
ai de quem não rasga o coração, esse não vai ter perdão"
(como dizia o poeta, vinicius por bethânia)
rejeitar a dimensão amorosa é rejeitar a experiência do ilimitado, do divino em nós. rigidez da presunção de escapar da captura do deus leva-nos à desmedida, à hibris, à pretensão de não perder o controle, de não ser possuído, de não se perder no outro, de não se entregar, de não amar... nesse sentido, o ego rígido pode constelar o aspecto polar do deus dionísio, ou seja, a loucura. temos pouca ou nenhuma saída: ou nos entregamos ao estado de posse amorosa, de união e êxtase (caracterizado na psicanálise como um episódio psicótico) ou enlouquecemos na resistência insana de rejeição da experiência do divino em nós. a pulsão é sempre maior que as possibilidade egóicas...
tentar escapar pela tangente é outra forma: pelo menos, é uma tentativa de responder à questão, não respondendo nada, ou seja: viver não vivendo plenamente. essa resposta nos leva a outro tipo de sofrimento psíquico, ligado à temática amorosa, que é a ausência de experiências amorosas, tanto das prazerosas quanto das desalentadoras; simplesmente a falta de experiências. o sofrimento que o amor 'não vivido' pode causar, deixa marcas indeléveis, por falta de marcas concretas. o poeta vinicius de moraes, fala, ou melhor, canta, com maestria e reprovação aos que fogem da experiência do amor"
(valéria sanchez silva, 2006)
"quem já passou por essa vida e não viveu
pode ser mais, mas sabe menos do que eu
porque a vida só se dá pra quem se deu
pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu
ah, quem nunca curtiu uma paixão nunca vai ter nada, não
não há mal pior do que a descrença
mesmo o amor que não compensa é melhor que a solidão
abre os teus braços, meu irmão, deixa cair
pra que somar se a gente pode dividir
eu francamente já não quero nem saber
de quem não vai porque tem medo de sofrer
ai de quem não rasga o coração, esse não vai ter perdão"
(como dizia o poeta, vinicius por bethânia)
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
pecando...
"morre mais um amor num coração vulgar
deixa desilusão pra quem não sabe amar
e quem não sabe amar, há de sofrer
porque não poderá compreender
que o amor que morre é uma ilusão
e uma ilusão deve morrer
um verdadeiro amor nunca fenece
e pouca gente ainda o conhece
meu bem, se o teu amor morreu,
é porque ninguém o entendeu
deixa o teu coração viver em paz
o teu pecado é querer amar demais"
(coração vulgar - paulinho da viola...)
(vídeo: nina bethânia e nino paulinho, 1969)
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em paz... e pecando onde há redenção...
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